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06/05/2009 - O Brasil subiu no ranking da ciência. De acordo com a avaliação anual feita pela National Science Indicators (NSI), uma das maiores bases de dados científicos do mundo, o país atingiu o 13o lugar na classificação global em produção científica em 2008, duas acima da colocação obtida em 2007. O resultado coloca o país à frente de nações como Rússia (15o e Holanda (14o, mas atrás de outros países emergentes, como China (2o e Índia (10o. No topo do ranking, estão os Estados Unidos.

—Esse resultado pode ser atribuído a uma série de fatores, envolvendo a atuação de centros de pesquisas, universidades, o ministério de Ciência e Tecnologia e o ministério da Educação, entre outros — afirmou o ministro da Educação, Fernando Haddad, antes de uma solenidade na Academia Brasileira de Ciências. — Devem ser citadas a expansão da rede de ensino superior e a substituição de professores temporários por efetivos.

Pela avaliação da NSI, o Brasil teve 30.451 artigos publicados em revistas científicas em 2008, contra 19.436 publicações em 2007. O número, porém, ainda é bastante distante daquele produzido nos Estados Unidos (340.638 publicações). A produtividade científica é medida por publicações nas chamadas revistas indexadas, que têm regras de publicação rigorosas e passam pela revisão de especialistas.

Número de patentes ainda é baixo

O retrato da NSI mostra também que o país contribuiu com 2,12% de todos os artigos científicos produzidos por 183 países, 2,9 vezes abaixo da Alemanha (terceira colocada no ranking), 2,6 da Inglaterra (quinta colocada) e 2,1 da França (sexta).

—Para termos atingido esse patamar, deve ser dado crédito também ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) — disse Haddad. — A expansão das bolsas de estudos e das oportunidades de doutorado também contribuíram para chegarmos a essa posição no ranking da produção científica mundial.

Segundo o ministro, o desafio das autoridades agora é transformar essa evolução em tecnologia.

—Falta atingirmos esse equilíbrio, levar a teoria para a prática.

Esse nó se reflete numa discrepância admitida pelo próprio ministro: o número de patentes depositadas no país, que ainda é bastante baixo. Em 2008, o Brasil respondia por somente 0,06% das patentes registradas nos EUA, contra 0,79% da Coreia do Sul, 1,31% da Itália, 2,96% da França e 22,67% do Japão.

—De fato, o nosso número de patentes é precário — reconheceu o ministro. — Essa questão é, sem dúvida, um problema.

Para resolver isso, o ministro aposta na Lei de Incentivo à Pesquisa para impulsionar a produção tecnológica no país.

— A lei, regulamentada em 2008, é o mecanismo perfeito para fazermos essa tradução de conhecimento científico em produção tecnológica.

Já tivemos a aprovação e liberação de R$ 20 milhões para projetos científicos e esperamos chegar a R$ 150 milhões em breve. Temos espaço para avançar nesse sentido.

Carlos Albuquerque
Fonte: O Globo

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Neli Maria Mengalli Comentario de Neli Maria Mengalli el mayo 15, 2009 a las 2:38pm
Em relação ao seu país, como estamos no Brasil?
Pedro Jorge Dimitri Comentario de Pedro Jorge Dimitri el mayo 15, 2009 a las 12:34pm
Me agradaría saber el porcentaje de uso del portugués como lengua científica

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